Saudações à Liberdade

Estava presa e agarrada, sem escape para uma vida que flui e flutua. A imensidão retinha a minha vontade, impedindo as viagens que me dessem passagem para algo mais, além desta selva que só me dava a respirar. Sufocava só de pensar que não iria ter descanso ou, na menor das hipóteses, uma pausa que excluísse momentaneamente metade do que me atormenta e me faz estar num estado de quem balança e já não alcança.
O medo continuava e corroía a calma que cada vez mais eu necessitava e o coração pulava a cada minuto que me lembrava da conversa que a cada dia odiava. A vergonha instalou-se como hóspede inquebrável e habitava mesmo por tempo indeterminado, até o momento chegar. Os receios fugiram e fiz de mim a liberdade em pessoa. Soltei tudo o que se conduzia na minha mente e já permanecia há largos meses.
Em minutos, tudo o que eu tinha suportado, caiu, desmoronou-se, encaminhando a verdade na direcção correcta. Assim tudo voltou ao normal. Um simples discurso sem medo nem pudor deixou tudo mais claro, abandonando o cadastro que antes tinha sido torturado. Acabou a prisão, voltei à liberdade, voltei à aventura.

5 comentários:

diana alba disse...

gostei mesmo :)

annie disse...

adorei *.*
fico feliz por ti, por estares de volta à liberdade e à aventura.

- Sílvia • disse...

- Adorei +.+

filipa disse...

Num minuto roda tanta coisa :$

- Sílvia • disse...

- Muito Obrigado (;