Estado selvagem

Tenho momentos horrendos, que por muito pouco não me obrigam a desatinos. Estive tal e qual à segundos atrás e por trágico que pareça fiquei quieta. 
É impossível pensar noutra coisa. Mal possa, solto tudo, como se fosse um saco de objectos, daqueles grandes a rasgar-se, desoladamente. Agora sinto-me como tal e o ser humano parece que nem em mim consegue entrar. A frescura que parece correr-me nos braços está a fazer-me sentir irreal, numa parte repleta de ironia. A sensação é esta! 
Não há mais hesitações, as consequências já não me metem qualquer espécie de pânico. Neste estado qualquer outro sentimento já não me toca… estou longe demais.
 

1 comentário:

Márcio Santos disse...

Acontece-me imensas vezes...
O importante é sentires-te livre... de tudo e da todos! A naturalidade surge à posteriori por osmose ;)